Caminhos longos que atravesso todos os dias em busca de algo que nem eu sei o que é. Será conforto, esperança ou felicidade? Não entendo o motivo de haver tantos caminhos longos no meu dia-a-dia. Eu quero caminhos pequenos onde possa escolher a direcção a seguir. Quando chego a meio do percurso já me sinto cansada, de certo modo exausta. Então, torna-se impossível chegar ao fim, que nem sei onde fica concretamente. Não o vejo. Não posso tocar-lhe. Caio de cansaço, mas levanto-me.
E se a caminhada for em vão e o fim um precipício? Enquanto ando e ando, em que penso? Agora que reflicto nisso, não sei no que penso. Penso em nada? Ou penso em tanto que nem consigo dizer tudo aquilo em que penso? Penso em tudo e em nada.
E se o fim do meu caminho longo em busca de conforto, esperança e felicidade estiver apenas numa pessoa?
O meu caminho destina-se a ti.
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