A ler

Pessoas curiosas

sábado, 12 de maio de 2012

Uma carta de muitas


                                                                                                                     Porto, 14 de Fevereiro de 2001
Querido,
Eu magoei-te ou desiludi-te? Devia sentir-me culpada? ou culpar outro alguém? Eu conheço-te bem demais mesmo antes de ter trocado a primeira palavra contigo, culpo-me de ter visto o fim mesmo antes de ter começado. Tu és único para mim. Tu estás longe mas mesmo assim tomas contas dos meus sonhos e quando acordo tu destróis tudo em mim. Eu já te vi sorrir, chorar.. observei-te a cada segundo que a minha mão acariciava a tua cara enquanto dormias. Eu não me importava de passar uma vida inteira contigo porque já conheço tudo de ti e gosto de tudo o que sei sobre ti, conheço os teus medos, os teus sonhos e as tuas alegrias. Nós já estivemos tão bem, será natural agora termos as nossas dúvidas?
Ainda guardo as nossas fotografias numa gaveta desarrumada e ela está um caos porque eu remexo e remexo á procura da fotografia que transmite mesmo felicidade e não a encontro. As fotografias só me transmitem traição- traição do tempo- as fotografias fazem com que eu pense que a vida é um filme, e ao olhar para elas consigo carregar no botão " pausa " mas não funciona, estará estragado?
Tu mudaste os meus planos, a minha vida e finalmente percebo que o amor é cego e soube disso quando percebi que o meu coração estava cego por ti.
Um beijo do teu eterno amor.